Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
25 de março de 2011
Quando eu era criança, sempre que eu fechava a gaveta,
ficava a pontinha de alguma roupa pra fora, sempre.
Eu imaginava que era a mão da roupa pedindo socorro,
querendo que eu a puxasse pra sair dali, do escuro abafado da gaveta,
e eu voltava la, abria a gaveta, e friamente, sádicamente,
afundava bem a roupa na gaveta, e a fechava,
sem dar chances pra agonia daquela peça.
É... o mundo dá voltas.
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