23 de junho de 2011

CANTE POESIAS PARA EU DORMIR?

Madruga e faz frio aqui do lado de fora. Do lado de dentro ‘tá quente. Tranqüilo. Uma calmaria de arrepiar os pêlos. É que o relógio ameaça amanhecer o dia e eu sei que tenho que levantar logo em seguida, refazer os dias e agilizar as tarefas, mas estou tão serena aqui debaixo dessas cobertas que poderia me esquecer por semanas. Só ver o tempo passar, o dever acumular e as coisas resolverem sozinhas. Deixar os cílios darem as mãos o quanto desejarem e, ao desvencilharem, ver tudo paz. Não ver mais a pressa. Não ter mais a incerteza, a angústia e, por fim, despreocupar. É isso.

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