Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
24 de junho de 2011
Comigo não servem deduções.
Para me saber não é preciso ser preciso.
Sou filme sem legenda, mas de sorrisos largos que falam por mim.
Amanheço antes do dia, ao som de músicas que invento.
E duro só o instante.
Passou, passado.
Para estar comigo há que se entender meu silêncio, embora haja sempre alguém falando dentro de mim.
Percorrer-me ? Só se for devagar, estou nos detalhes.
Em mim tudo acontece quando é tempo. Já sei esperar.
Só não tenho intervalos, não preciso nem de causas, e nem de efeitos.
Entrego-me para quem me sabe.
Sou abrigo, e também sou céu aberto.
É.
Sou.
E sou eu quem vai pagar por isso.
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