24 de junho de 2011

Comigo não servem deduções. Para me saber não é preciso ser preciso. Sou filme sem legenda, mas de sorrisos largos que falam por mim. Amanheço antes do dia, ao som de músicas que invento. E duro só o instante. Passou, passado. Para estar comigo há que se entender meu silêncio, embora haja sempre alguém falando dentro de mim. Percorrer-me ? Só se for devagar, estou nos detalhes. Em mim tudo acontece quando é tempo. Já sei esperar. Só não tenho intervalos, não preciso nem de causas, e nem de efeitos. Entrego-me para quem me sabe. Sou abrigo, e também sou céu aberto. É. Sou. E sou eu quem vai pagar por isso. .

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