10 de junho de 2011

NUNCA MESMO

Existem vários tipos de saudade. Tem aquela que bate e dá uma onda gostosa de nostalgia, que te leva pra sua infância, pra sua casa de boneca e te faz sorrir de uma forma singela e serena. Tem aquela que nos desespera, mas a gente sabe que alguma hora vai matar. Ela vem e te sufoca, te tira o ar, te deixa aflita e angustiada e você, por conseqüência, vai até o calendário e faz mais um X no dia do mês. Agora tem aquela que te faz chorar de emoção e tristeza ao mesmo tempo. Que evoca uma época, um momento da sua vida tão maravilhoso que consegue causar ao mesmo tempo uma alegria intensa e uma melancolia ainda maior. Porque essa saudade é a que a gente mais quer matar, mas sabe que nunca o fará. Ainda não inventaram uma máquina do tempo, então o que nos resta é ver fotos, vídeos, ouvir música e entrar na nossa máquina interna – aquela que guarda as lembranças – e recordar cada detalhe daquele dia inesquecível, da viagem memorável, do abraço apertado da despedida. Com o conhecimento de que aquela vida, com aquela pessoa que está na sua frente, não vai voltar nunca mais. Nunca mesmo.

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