Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
12 de junho de 2011
SEXO VIRTUAL.... RECEBI E ESTOU REPASSANDO
Por Leitora (pediu para não ser identificada)
Bom, eu nem sabia direito se iria mesmo postar, afinal a vergonha foi grande (e ainda é apesar de todo o tempo que passou!) Mas a revolta foi maior, então resolvi escrever a você do SEM ALGEMAS. Aconteceu numa sexta feira. Estava em casa sem nada pra fazer, e então resolvi entrar no MSN. Lá estava um cidadão que eu conheço há alguns anos e que já vinha me assediando faz tempo em busca de algo que, para mim, nunca existiu, algo que na verdade eu sequer sabia como era, e nem concebia fazer. Ele estava atrás de SEXO VIRTUAL.
Eu já recebi propostas pra transas casuais ao vivo, mas conversar com alguém pelo MSN e essa pessoa me assediar foi a primeira vez – talvez porque eu nunca tenha dado liberdade pra isso também. Pois bem, nas primeiras vezes eu não quis ceder, mas justamente naquela maldita e tediosa sexta feira, dessas em que a gente pede pelamordedeus alguém me chama pra sair e nada rola fica em casa de bobeira, foi que eu resolvi ceder à insistência do moço.
Já dá pra perceber onde essa história vai parar né? Logicamente, nada parecido com transa ao vivo. Foi péssimo, por sinal: não fiquei à vontade, não consegui tirar toda a roupa porque fiquei desconfiada, tive que fazer um intensivão de malabarista do Cirque du Soleil pra pegar melhores ângulos do meu corpo, e ele falava umas coisas que, ouvindo vá lá, mas teclando?!? Pois bem, depois do “serviço feito” – só por ele, claro – só faltou a célebre perguntinha, que graças a Deus ele não fez.
No dia seguinte, ainda entrou umas duas vezes no MSN, conversou um pouco e… SUMIU! Começou então o jogo de gato e rato: cada vez que eu entrava, ele saía, ou não respondia, ou… enfim, fazia qualquer coisa pra não falar comigo. Em suma, ele inventou uma nova modalidade de transa: sexo virtual mágico – aquele em que a pessoa “transa” virtualmente e depois desaparece.
Fora que os efeitos colaterais foram os mesmos de uma transa comum, pois fiquei com uma puta ressaca moral e ainda me perguntando: o que aconteceu de errado? O problema foi comigo? E me sentindo um lixo de mulher, claro, por ter consentido uma coisa que não quis e que nunca fiz na minha vida só pra agradar um infeliz! (estava com merda na cabeça mesmo, ok, a culpa é toda minha!)
Bom, resumindo a história, depois de tanto ele fugir, fiquei com tanta raiva e me sentindo tão exposta, tão invadida, que dei-lhe umas cacetadas – on-line, obviamente, porque o boneco deve ter pau pequeno e não quer se mostrar ao vivo não tem tempo de sair pra passear – e disse a ele um nada delicado “passar bem!”.
Depois disso eu me pergunto: isso foi realmente necessário? Quero dizer, nada contra as pessoas que fazem sexo virtual, mas realmente não é a minha, e fiquei pensando no porquê de ter me exposto tanto. Cheguei à velha conclusão de sempre: CARÊNCIA. De fato, a carência faz a gente achar o Russo lindo de morrer, ver graça nas piadas do Roberto Justus e achar Zé Bonitinho símbolo sexual.
Fica a lição: ainda estou morrendo de vergonha e da próxima vez juro que vou pensar em me auto-flagelar ao invés de fazer algo de que eu não gosto.
--
Nenhum comentário:
Postar um comentário