Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
1 de agosto de 2011
AFETO LITERÁRIO
O passado está na sala. No roupeiro. Nos pijamas. Nos quartéis de coisas guardadas para que a vida não seja tímida em acontecimentos. Trava luta imensa com o presente o passado descontente porque agora é luto. Uma criança talvez dissesse: O passado passou. Mas, na voz de um adulto, adulador de momentos, passado é aprendizagem. Mas a verdade é feto indecente. O que era tanto em significado, agora é pote de geleia, memória cega, cúmulo de amnésias, montante de nada que restou.
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