Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
10 de agosto de 2011
de vez em quando....
"Que me desculpem os apáticos :
Não tenho medo de sentir,
eu sinto muito. "
(Ana Jácomo)
Perdoem as palavras duras, a falta de jeito, e a rispidez, mas ando cansada de tantos “ouriços”. Dessa gente que se esvai diante do outro, de quem enviesa o corpo diante de um carinho, e acha “suspeito” qualquer sorriso.
É que acho tão lindo quem sabe abraçar, quem se dá, quem arrisca afetos e delicadezas...
Somos resultado das conversas que temos, do que experimentamos, das histórias que vivemos, mas, sobretudo, dos significados que damos ao observar o mundo, e é por isso que imagino como ter espinhos deve deixar fatigado o ouriço, porque inevitavelmente somos o que nos vai por dentro...
Então, sinto muito, mas ser ouriço é viver ausente de si próprio.
E, nesse caso, nada como revermos nossas próprias convicções de vez em quando...
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