Escrevo para te dizer que ainda me surpreendo quando percebo que mais de DOIS anos se passaram desde aquele domingo.
Para contar que acho estranho o fato de o teu rosto já não aparecer tão nítido em minhas memórias e, mesmo assim, eu não esquecer do teu olhar. Nem do tom de voz. Nem do sorriso.
Para admitir - e, com isso, tentar mitigar - este aperto no peito causado pela vontade de te dar um abraço apertado, daqueles que só criança sabe dar - até porque, atrapalhado que sou com as palavras, não saberia fazer outra coisa se te reencontrasse.
Mas peço compreensão pela minha franqueza ao esclarecer que, apesar de ocupares um espaço considerável da minha nostalgia, não é dor o que sinto por não estarmos lado-a-lado. O tempo em que dividimos espaço e sonhos ainda é, para mim, motivo de lembranças e alegrias maiores.
Ah, e antes que eu esqueça ... em dias que, como hoje, acordo com uma saudade sem tamanho
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