7 de março de 2010

DOMINGO

“- Hoje é domingo – disse. - Pois é – concordou o marido. E ela queria tanto mas tanto tanto que ele dissesse o nome dela assim bem devagarinho Al-zi-ra como se as sílabas fossem uma casquinha de sorvete quebrada entre os dentes e quase perguntava como é mesmo o meu nome? você lembra do meu nome? mas não adiantaria ele apenas a olharia surpreendido e se dissesse seria um dizer mecânico não aquele dizer denso lindo fundo e ela não queria isso não queria. Então falou: - Dia de dormir até tarde. E dormiu. “ - Caio F. Abreu in “Inventário do Ir-remediável”

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