Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
8 de março de 2010
O QUE RESTA...
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura. Essa intimidade perfeita com o silêncio. Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo. Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento. Resta esse coração queimando como um círio. Resta essa vontade de chorar diante da beleza. Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado. De pequenos absurdos, essa tola capacidade. De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil. E essa coragem de comprometer-se sem necessidade. Resta essa faculdade incoercível de sonhar. De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade.
Resta… E a você? Resta o quê?
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