Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
6 de março de 2010
quero uma tarde de vento. ventania. um tornado. leve. que me leve ao chão. quero machucar o joelho. joelhos. terra carne sangue vento. minhas compras ao chão a encontrar novos livros. quero o cuidado de mãos estrangeiras. desconhecidas. um apartamento num prédio antigo. quem sabe um café de esquina. quero uma poesia arrancada. como um souvenir. aulas de cerâmica. algo que eu fizesse por mim mesma. um festival de filmes asiáticos. quero a alegria. o toque da descoberta. a primeira noite. a sensibilidade dos infiéis. a coragem dos suicidas. (Nina Rizzi)
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