Perder doi mesmo. Não acredito em poses e posturas. Acredito em afetos. A dor incomoda. Agora sei que não preciso realizar nada espetacular.O essencial é que estou vivendo sem imposições:que a vida seja desdobramento e abertura. A vida vivida com gosto e dor. Em sua plenitude. Sem algemas...
31 de agosto de 2010
FIM
Não mais domingos a dois, jantares em família, dúvidas no Natal, brigas pela tampa do vaso. Não mais cafés da manhã com cheiro de flor, pés quentinhos no inverno, suflê de brócolis com queijo. Não mais cd´s de rock and roll.
Não mais carinhos, briguinhas e chamegos. Não mais armário lotado, sogra chata, cunhado poeta. Não mais.
Não mais dúvidas sobre quem está errado ou certo, essa coisa de ser cético. Não mais carro com pneu furado, geladeira sem freezer ou óculos de camelô. Não mais hora do jantar, vinho tinto ou ambrosia fora do ponto.
Não mais meias furadas, livros jogados no banheiro, cachorro , papagaio e gato.
Não mais nós dois. Não mais amor.
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