10 de junho de 2010

A GENTE É O QUE A GENTE GOSTA

Uma amiga voltou de uma viagem e a encontrei na rua, ela me disse que voltou renovada, que viajar pra ela é essêncial, que somos o que gostamos... Essa frase ficou martelando na minha cabeça: se somos o que gostamos, quem seria eu? Se somos nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nossos esportes, as cidades que nos encantam... Eu sou outono, disparado, e, ligeiramente primavera. Estações transitórias. Sou Almodovar. Sou Caetano Veloso. Sou Martha Medeiros. Sou Clarice Lispector. Sou Caio Fernando Abreu. Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou urbano. Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou camarão com quiabo. Sou filé com fritas. Sou sorvete de jaca. Sou bacalhau ao forno. Do churrasco, sou o pão com alho. Sou livros. Cds. Dicionário. Sou guia de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou internet. Já fui mais tevê, hoje sou mais rádio. Mpb. Loung. Cinema. Cinema. Cinema... Sou azul. Reggae. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou jeep. Bicicleta. Sou a pé. Sou tapetes. Sou abajur. Bloqueador.Sou mar, mas não sou areia. Sou Belo Horizonte, Ilhéus, Diamantina. Sou mais cama que mesa. Mais dia que noite. Mais fruta que flor. Mais doce que salgado. Mais música e um pouco de silêncio. Mais pizza que banquete. Mais caipirosca que champagne. Sou delírio. Sou eu mesma... E você?

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